lunes, 14 de febrero de 2011

Pulgarcita (parte II)

por graciela malagrida


Observaba las plantas, los bichos, la naturaleza toda
y luego meditaba masticando el agua, sorbiendo la noche oscura
ruidosamente. Ella era minuciosa, respetuosa, callada
pues la curiosidad por la curiosidad misma
era cosa de gatos indiscretos
con más de una vida para desperdiciar.

Escapaba por la ventana todas las noches
a recolectar estrellas huérfanas
y les daba nombres de flores y pájaros
para soltarlas radiantes, al crepúsculo.
Sus secretos estaban ocultos en lugares evidentes
transparentes, elocuentes
como el rugido del mar y las tormentas
o el leve susurro del viento en los eucaliptales.
Ella era un espíritu libre, inasible en esencia, diminuta
por eso era feliz en su caja de fósforos
entre runas y sueños encendidos.

Observaba las almas
y al alba
las atravesaba.




Traducción al portugués por Ronaldo Braga

Observava as plantas, os bichos, a natureza toda
e meditava saboreando as águas e bebendo gostosamente a noite escura.
ela era respeito, orgulho e silencio,
pois curiosidade por curiosidade
era coisa de gatos indiscretos
com mais de uma vida pra gastar.

Escapava por janelas todas as noites
e
coletava estrelas órfãs
e lhes dava nomes de flores e passáros
para solta-las radiante ao entardecer.

Seus vistosos segredos transparentes occultos em lugares evidentes
era eloqüente como a rouquidão do mar e suas tormentas,
Ou o leve sussurrar dos ventos nos eucaliptos.

Ela era um espírito livre, inacessível em essência, pequena
era feliz em sua caixa de fósforos,
e
entre sonos e sonhos acordados
observava as almas
em longas madrugadas.

3 comentarios:

  1. mais um lilagre de grace. lindo poema. gostoso de ler em português e divino em espanhol.

    Observava as plantas, os bichos, a natureza toda

    e meditava saboreando as águas e bebendo gostosamente a noite escura.

    ela era respeito, orgulho e silencio,

    pois curiosidade por curiosidade

    era coisa de gatos indiscretos

    com mais de uma vida pra gastar.
    um poema que encanta.

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  2. Hace mucho que leo tu poesia, pero hoy quise dejarte mi saludo y reconocimiento a tu obra.

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